Devias deixar de me tentar definir. Odeio rótulos, já o devias saber. Esta mania de agora me tentares agradar agonia-me. Faz-nos um favor: pára de tentar ver beleza em mim. Não há beleza aqui. Eu odeio os dois pés que tenho assentes na terra. Odeio as mãos que mantenho abertas nestes braços estendidos à espera de sei-lá-o-quê. Odeio o coração que não tenho, ou o que tenho e que estupidamente não se faz notar.
Já podias saber o quanto me esforço para não ser o que sou. Mas em vez disso, abraças todos os restos de ódio que em mim vivem. Não sei renascer se renascer significa viver outra vez. Tenho cravado em mim o passado de tudo vivido e sonhado. E é assim que crio um futuro qualquer. Enquanto chove, tu limitas-te a sorrir. E é enquanto sorris que me apetece enterrar todas as nossas [pequenas] mágoas nos teus lábios. Até ver a apatia no teu rosto. Desmoronam-se os teus sorrisos, e cresce um brilho de maldade nos meus olhos.
Enquanto digo que sim (que desculpo), corro para o fim de qualquer coisa para te ver chorar. Falo com a vingança que guardo enquanto te amo.
Amares-me? Amares-me é saberes que sou tudo aquilo que nao gostas, e não me quereres de nenhuma outra maneira. Hoje odeio isto, amanhã logo se verá...
By: Smurfette & Twice The Fun

