quinta-feira, julho 27, 2006

I could call it hope, or call it peace...I could call it wings or call it moon.
Even without touching it...
I could say it's just so sweet and it tastes like honey...or say it hurts, and gives me aches and it burns...

I could say anything I want ‘cause I believe in it...I could say anything i want because I’m the one who's feeling it

And I can fly, and then fall, and leave, and crawl …






...







"Tick, tock, you don't stop
You don't fade
You just stay
But I'll do it all again"

segunda-feira, julho 03, 2006

Monólogos a dois
De certeza que não te lembras. De certeza que neste preciso momento não estás a reflectir em tudo. Ages…
Se fosse fantasma…hoje percorria-te.
Podes estar a fazer qualquer outra coisa….mas a pensar não estás…não…isso deixas para mim…Hoje…se fosse fantasma atormentava-te.
Se me visses, todo o teu coração bateria mais rápido. Medo…medo de ser tudo diferente…elementar meu anjo…é sempre tudo diferente
Se me visses reagirias normalmente, como se daquele momente tudo conhecesses …como se soubesses de cor o que em cada segundo o destino te reserva. Eu iria sorrir e tu sorririas de volta. Sem grandes surpresas. Só um sorriso. Mas eu conheço-te. Desculpa.
Oh se o mundo fosse diferente…se ao menos me fosse permitido gritar de maneira a ouvires tudo…tudo o que ficou por dizer. Se ao menos olhasses por entre os meus olhos…virias tudo.
Tu conheces-me. Devias conhecer-me. Não te questiones.Tu conhecias-nos.
Disses-te “para sempre”.
Se ao menos hoje fosse um fontasma…queria pedir-te desculpa por cada pedaço de inutilidade em que me fui tornando…Cada dia em que tomava por garantido tudo o que nos mantinha vivos, tranformava-se um bocadinho mais em tudo o que não desejávamos ser.
Diz-me quando tudo ficou diferente.
Sorri. Agora. Estou a dar de beber aos meus olhos com o que os teus enradiam. De tão perto que estou, se isto de um sonho não se tratasse, conseguiriamos sentir cada ventilar da nossa respiração. Somos exageradamente humanos.Uma podridão de humanidade percorre-nos as veias. COBARDE! Podias ter corrido até mim…Até te ensinei a voar.
Deste-me uma…só uma asa. Mas eu consegui, e voei. Voei altao, tão alto….levei-te comigo.
Vi-mos tudo. Enguliamos tudo com tanta pressa como se da nossa vida se tratasse.
Mostrei-te tudo o que não se vê…levámo-nos para tão longe. Curámo-nos meu anjo…para mais tarde nos destruímos de novo.
Não era so eu…tu também tinhas asas…eu emprestei-te as que não tinha…mas nunca te irei devolver a que me deste.
Hoje, nem “o que não se vê” nos resta. Deixaram-nos sem nada. Eu já não tenho força, e tu…tu também já a perdeste.
Mas eu sei…esqueces-te agora para todas as noites te lembrares.
Se eu fosse um fantasma dava-te a mão. Nunca demos as mãos. Disseste-me um dia, com todo o calor que as tuas palavras transmitiam – “pelo toque”…- pelo toque sabe-se muita coisa dizias tu. Um toque de mãos.
COBARDE. Porque não vieste dar-me a mão? Cobardes…fizeram-nos cobardes. Medo. Medo de não sermos nós perante nós mesmo. Eu só te iria ver a ti meu anjo, juro…juro como se jura quando se ama…ou assim se pensa sentir. Tu…tu que me mostraste o que eras..tu que aprendeste o que sou.
Medo de desilusão. Eu só te iria ver a ti meu anjo. Fugímos. Escolhemos fugir…e assim desaparecemos por entre o toque de mãos que nunca demos.
Devorávamos tão fortemente cada pedacinho de tudo o que era nosso. Até não haver mais palavras.
Um dia…sem muito sol…com pouca chuva…vem. Vem-me pedir a asa que deste. Vem respirar de novo cada gota das nossas frases. Não penses. Mas promete-me que não esqueces.